PROFISSÃO PERPÉTUA DOS FRADES
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
℟.: Amém.
— Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes, no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria. ℟.
— Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes! ℟.
℣.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
℣.: Amém.
℣.: Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho
℣.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
O diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
℟.: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
℣.: Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.
Depois beija o livro, dizendo em silêncio
Terminado o Evangelho, o Celebrante e o povo sentam; os professandos ficam de pé. Caso se deseje ou as circunstâncias pedirem, o diácono pode chamar pelo nome a cada um dos professandos, que responde com estas palavras ou outras semelhantes:
Professando: Aqui estou!
O Celebrante interroga os professandos, com estas palavras ou equivalentes:
Pres.: Meus irmãos (filhos), que pedis a Deus e à sua santa Igreja?
Os professandos respondem juntos, com estas palavras ou outras semelhantes:
Professandos: Pedimos a admissão à Profissão Religiosa da Regra da Ordem Franciscana Capuchinhos. A experiência do Tempo de Formação confirmou em nós a convicção de que o Senhor nos chama a viver o Evangelho, seguindo os passos de São Francisco de Assis.
O Celebrante e todos os membros da família religiosa respondem com estas ou outras palavras apropriadas:
℟.: Graças a Deus!
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℟.: Amém.
DIÁLOGO
Os professandos levantam e o celebrante pergunta-lhes se estão preparados para se consagrarem a Deus e procurarem a perfeição da caridade, segundo a Regra ou as Constituições da família religiosa. As perguntas aqui propostas podem ser mudadas ou omitidas em parte, conforme as características de cada família religiosa.
Pres.: Meus irmãos (filhos), pelo batismo morrestes para o pecado e fostes consagradas ao Senhor, quereis agora, pela profissão perpétua, ser consagradas mais intimamente a Deus? Professandos: Quero.
Pres.: Quereis, com a graça de Deus, abraçar para sempre a castidade perfeita, a obediência e a pobreza que São Francisco de Assis escolheu para si e para seus irmãos seguindo os passos de Jesus Cristo e sua Mãe e nela perseverara até a morte Professandos: Quero.
Pres.: Quereis seguir com fidelidade o Evangelho e observar a Regra da nossa família, procurando com perseverança a perfeição do amor a Deus e ao próximo? Professandos: Quero.
Pres.: Quereis, com o auxilio do Espírito Santo, dedicar toda a vossa vida ao serviço do povo de Deus? Professandos: Quero.
Pres.: Quereis como forasteiro e peregrino neste mundo imitar o senhor na pobreza e humildade, e servir a sua igreja, a exemplo do seráfico pai, e como recomendou a seus discípulos? Professandos: Quero.
Pres.: Quereis com o auxilio de Deus, abraçar o amor, aquela altíssima pobreza, que o seráfico pai tanto amou e recomendou a seus discípulos? Professandos: Quero, com a graça de Deus.
Terminando o diálogo, o Celebrante confirma o propósito das professandos, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Deus vos inspirou este bom propósito. Que ele vos dê a graça de realizá-lo na esperança da vinda do Senhor. ℟.: Amém
Se estiverem ajoelhados, o diácono diz:
Levantai-vos.
E todos se levantam.
PROFISSÃO
Se for costume da família religiosa, dois religiosos, já professos aproximam-se da cadeira do Celebrante (ou do Superior) e ficam de pé, exercendo a função especial de testemunhas. Cada um dos professandos se aproxima do Celebrante (ou do Superior) e lê a formula da profissão, escrita previamente de próprio punho.
O que faz a profissão: Professandos: Para louvor e glória da Santíssima Trindade, eu, Frei N., levado por inspiração divina a seguir mais de perto o Evangelho e os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, diante dos irmãos aqui presentes, em vossas mãos, Dom Felipe José Cardeal Nascimento, com fé firme e vontade decidida: faço voto a Deus Pai santo e onipotente de viver por todo o tempo da minha vida em obediência, sem nada de próprio e em castidade, e ao mesmo tempo professo a Vida e a Regra dos Frades Menores, confirmada pelo Papa Honório, prometendo observá-la fielmente segundo as Constituições da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Portanto, confio-me de todo coração a essa Fraternidade para que, com a ação eficaz do Espírito Santo, guiado pelo exemplo de Maria Imaculada, pela intercessão de nosso Pai Francisco e de todos os santos, sustentado pelo vosso fraterno auxílio, possa tender constantemente à perfeita caridade no serviço de Deus, da Igreja e da humanidade.
Quem recebe os votos pode dizer: Pres.: E eu, em nome da Igreja e da nossa Fraternidade, recebo os teus votos; e da parte de Deus todo-poderoso, se isto observares, te prometo a vida eterna.
É aconselhável que o próprio professo coloque em seguida sobre altar a carta da profissão; e, se puder fazê-lo com facilidade, assine a carta em cima do altar. Feito isto, volta a seu lugar.
Terminada esta parte, os professos, de pé, podem cantar, se for costume da família religiosa, uma antífona ou um canto que expresse poeticamente o sentido da doação e alegria.
BENÇÃO SOLENE OU CONSAGRAÇÃO DAS PROFESSOS
Os neoprofessos ajoelham-se, e o Celebrante, de braços abertos, diz uma das seguintes orações. Se for oportuno, pode-se omitir as palavras entre parênteses. Pres.: Ó Deus, fonte de toda santidade, amastes de tal modo o ser humano que criastes, que lhe destes participar da vossa natureza; e este plano do vosso amor nem a culpa de Adão destruiu, nem o pecado do mundo alterou. Pois já no principio dos tempos nos destes no justo Abel um modelo de santidade. Depois, fizestes surgir no meio do povo eleito homens e mulheres santos entre os quais fulgura a santíssima Virgem Maria, filha de Sião, em cujo seio se fez homem o vosso Filho e Salvador do mundo, Jesus Cristo, Senhor nosso. Modelo de toda a santidade, ele se fez pobre para enriquecer-nos e tornou-se escravo para libertar-nos. Em seu inefável amor redimiu o mundo pelo mistério da Páscoa; e enviou o Espirito Santo para santificar sua Igreja. Pelo mesmo Espirito, atraístes inumeráveis filhos para seguirem o Cristo. Cativados pelo amor eles tudo deixaram, e, unidos a vós de todo o coração, puseram-se a serviço dos irmãos. Olhai agora ó Pai, estes vossos filhos que na vossa providencia chamastes e infundi-lhes o Espirito da santidade. Possam cumprir com fidelidade o que com alegria prometeram. Tenham ante os olhos o exemplo do Mestre e o imitem com perseverança.
Sejam íntegros na castidade, felizes na pobreza, generosos na obediência. Agradem-vos pela humildade, de coração aberto vos sirvam e se unam a vós com ardente amor. Sejam pacientes nas provações, firmes na fé, alegres na esperança, ativos na caridade.
Por sua vida edifiquem a Igreja promovam a salvação do mundo e sejam um sinal transparente dos bens da eternidade. Pai santo, sede para estes vossos filhos proteção e guia; e, no tribunal de vosso Filho, a esperada recompensa pela fidelidade á vocação. Assim confirmados no vosso amor, gozem o convívio dos santos e com eles vos glorifiquem para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém
E todos os membros da família religiosa dão o seu assentimento, dizendo: ℟.: Amém
Se o abraço da paz é dado neste momento. Os neoprofessos voltam a seus lugares e a missa prossegue.Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Amém.
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.
Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio
O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.
Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.
Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, faça se a oração de comunhão espiritual antes e logo em seguida inicia-se o canto da Comunhão.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Pres.: Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.
Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.
Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: Oremos.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Depois da comunhão.
Ao terminar, o povo aclama:
℟.: Amém.
℟.: Amém.
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
℣.: Ide em paz, e glorificai o Senhor com vossa vida.
℟.: Graças a Deus.
