LIVRETO CELEBRATIVO DE INICIAÇÃO NA VIDA RELIGIOSA

 

LIVRETO CELEBRATIVO
DE INICIAÇÃO NA VIDA RELIGIOSA

INSTRUÇÕES:

O rito deve ser extremamente simples, sóbrio e reservado apenas à comunidade religiosa.

Deve-se evitar nos textos do rito tudo que pareça limitar a liberdade dos noviços ou encobrir o verdadeiro sentido do noviciado como tempo de experiência.

Este rito será celebrado na sala capitular ou noutro local adequado. Em caso de necessidade, o rito poderá ser realizado também na capela.
RITO INICIAIS

Pode-se começar o rito pela saudação do Superior ou pelo canto de um salmo ou canto apropriado. Superior: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ℟.: Amém. Superior: O Deus da esperança que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, e pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

O Superior pergunta aos postulantes o que desejam, usando estas palavras ou outras semelhantes:

Superior: Meus irmãos (filhos), que desejais de nós?

Os postulantes respondem juntos, com estas palavras ou outras semelhantes:

Postulantes: Desejamos experimentar o modo de vida da vossa comunidade para que nos ajudeis a ver se nossa vocação é autêntica e possamos ser recebidos nesta família Franciscana, a fim de seguir o Cristo mais de perto.

Superior: Deus vos conceda a graça de conseguir o que desejais. ℟.: Amém.

Caso se queira omitir a pergunta, a petição poderá ser feita do seguinte modo: um dos postulante, em nome de todos, voltado para o Superior e a comunidade, diz estas palavras ou outras semelhantes, escolhidas por eles:

Postulante: Movidos pela misericórdia de Deus, aqui estamos para experimentar o vosso modo de vida; ensinai-nos a seguir o Cristo crucificado, vivendo pobres, obedientes e castos; perseverando na oração e na penitência, servindo à Igreja e a toda a humanidade, formando convosco um só coração e uma só alma. Ajudai-nos a seguir os preceitos do Evangelho em qualquer momento da vida, aprendendo a vossa Regra e vivendo o mandamento do amor fraterno.

O Superior responde por estas palavras ou outras semelhantes:

Superior: Que o Deus de misericórdia vos sustente com a sua graça e o Divino Mestre nos esclareça com sua luz. ℟.: Amém.

Terminada a pergunta ou a petição, o Superior diz:

Superior: Oremos.

Ó Deus, fonte da vocação religiosa, ouvi as preces destes vossos filhos N.N., que desejam unir-se à nossa família: fazei que nossa vida comum frutifique em mútuo amor. Por Cristo, nosso Senhor ℟.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
(1Sm 3, 1-10)

Leitor: Leitura do Primeiro Livro de Samuel.
Naqueles dias, o jovem Samuel servia ao Senhor na presença de Eli. Naquele tempo, a palavra do Senhor era rara e as visões não eram frequentes. Aconteceu que, um dia, Eli estava dormindo no seu quarto. Seus olhos começavam a enfraquecer, e já não conseguia enxergar. A lâmpada de Deus ainda não se tinha apagado e Samuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Estou aqui”. E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir!” E ele foi deitar-se. O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel!” E Samuel levantou-se, e foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!” Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel!” Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ‘Senhor, fala que teu servo escuta!’” E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel! Samuel!” E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL
(Sl 26(27), 1.4.5.8b-9abc.9d e 11)

Senhor, é vossa face que eu procuro. ℟.

— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? ℟.

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. ℟.

— Pois um abrigo me dará sob o seu teto nos dias da desgraça; no interior de sua tenda há de esconder-me e proteger-me sobre a rocha. ℟.

— Senhor, é vossa face que eu procuro; não me escondais a vossa face! Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! Não me esqueçais nem me deixeis abandonado. ℟.

— Meu Deus e Salvador! Ensinai-me, ó Senhor, vossos caminhos e mostrai-me a estrada certa! Por causa do inimigo, protegei-me. ℟.

SEGUNDA LEITURA
(Ef 1,3-14)

Leitor: Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.
Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra. Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. Nele também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória.
Leitor: Palavra do Senhor. ℟.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
(Mt 11, 25)

Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores.
Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho  e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
Diác.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio.

EVANGELHO
(Mt 11, 25-30)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.: 
O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
℣.: 
Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.q
℣.: Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio a oração.

O Superior faz uma alocução à comunidade e aos postulantes sobre a vida religiosa e as características do instituto ou lê um capítulo da Regra próprio para o ato.

Após a postulação, o superior, com a ajuda dos outros frades, entregam as vestes do noviciados aos eleitos. Os postulantes irão um por um receber, logo que receber, retorna ao seu lugar e permanece de pé.

Superior: Recebam este hábito, como sinal da tua consagração. Guarda interiormente a fé no Senhor, que este hábito exteriormente significa. ℟.: Amém.

CONCLUSÃO DO RITO

É aconselhável encerrar o rito com a Oração dos fiéis e o Pai-nosso, ao qual se pode acrescentar outra oração apropriada; p. ex:

Superior: Ó Deus, fonte de toda vocação, acolhei com bondade as preces dos vossos filhos. Que estes irmãos, experimentando a nossa vida, conheçam a vossa vontade, e sejam todos confirmados no vosso serviço. Por Cristo nosso Senhor. ℟.: Amém.

O Superior confia os noviços ao seu mestre e todos os que saúdam fraternalmente, conforme o costume da família religiosa. Enquanto isso, canta-se um hino apropriado ou um canto de louvor Entrando na conclusão do rito, o ministro geral reza junto com todos os presentes, a oração do Pai-Nosso.

Superior: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. ℟.: Amém.

O superior geral, caso for um ministro ordenado, dá a benção final.

Superior: O Senhor esteja convosco. ℟.: Ele está no meio de nós.

Superior: O Senhor vos abençoe e vos guarde. ℟.: Amém.

Superior: Ele vos mostre seu rosto e se compadeça de vós. ℟.: Amém.

Superior: Volte para vós o seu olhar, e vos dê a sua paz. ℟.: Amém.

Superior: Pela intercessão de São Francisco de Assis, Santo Antônio, Santa Clara de Assis e todos os Santos Franciscanos, abençoe-vos Deus todo-poderoso: Pai e Filho e Espírito Santo. ℟.: Amém.

Superior: A alegria do Senhor seja a vossa força; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe. ℟.: Graças a Deus.

No fim, o superior com os restantes membros da comunidade, saúda-os fraternalmente, segundo os costumes da família franciscana.

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